Últimos contributos para o Banco de Letras Inéditas

As últimas letras inéditas recebidas são as seguintes:

De Aldina Cortes Gaspar:

108 – Fado Amália

109 – O fado mora comigo

110 – Rebentos

De Maria Trindade Noronha:

106 – Há Fado na Mouraria

107 – No degrau da minha porta

111 – Na ponta da minha saia

112 – Na minha mão fechada

De Maria de Lurdes Brás

113 – Sou amor perfeito

114 -Cansado de procurar-te

115 -De mãos dadas lado a lado

116 – À procura d’uma rima

Veja aqui como consultar este banco de letras.

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4 respostas a Últimos contributos para o Banco de Letras Inéditas

  1. Participei em duas tertúlias. Gostei! saliento a participação de dois Poetas e conhecedores do Fado: Daniel Gouveia e Tiago Torres Silva que transmitiram algo da sua experiência relacionada com o Fado. Na ultima tertúlia li um texto umas quadras que escrevi a propósito.
    SOU BAIRRISTA
    Sendo eu um elemento bairrista, nasci no Bairro de São Vicente, junto à Feira da Ladra. Tenho na memória cenas que encarnam a realidade do fado: figuras carismáticas como o Laureano (rei do assobio), o Róba galinhas (sempre com o palito na boca), o Espanhol (bera como a ferrugem), O António Meneses (Fadista e boa pessoa, cantou com a Amália e vendia hortaliça com um burro), A Cesaltina (cega e também má), o seu marido, o Tio João da Lúcia (Tipógrafo, comunista militante e político activista). Enfim poderia estar aqui toda a noite a mencionar figuras e casos que tanto enriqueceram os Bairros de Lisboa.
    O Poeta pela sua sensibilidade consegue transmitir para o papel a vivência do dia- a-dia, acrescentando por vezes, algo que passa despercebido ao comum dos mortais.
    Temos casos concretos de poetas pouco eruditos,entre outros, o Joaquim Filipe de Brito (taxista com a 3ªclasse), que nos deixou um poema “Lição de Amor” com alguma profundidade, embora da maior simplicidade.
    A grandeza do poeta que escreve letras de fado, na minha opinião, está na transmissão de experiências de vida com a simplicidade que toda a gente facilmente assimile.
    A música traz à letra o movimento e a melodia necessária para que o ouvinte sinta e viva a força das palavras.
    O Fadista pegando nos dois primeiros elos, com a sua maneira de dizer e interpretar, completa o ciclo e une todas as sinergias, fazendo muitas vezes, que um fado seja uma mensagem directa à alma e ao coração.
    Poeta, Musica, Fadista, que ao longo da História se foram entrosando, conseguem nos tempos contemporâneos produzir com grande eficiência: vários padrões e temas que tão bem representam e retratam a minha cidade, Lisboa, e o nosso País Portugal. Estou como é evidente a falar do Fado e tenho alma de Poeta.
    Carlos Cardoso Luís (Tertúlia Bar Anos 60 dia 11 de Setembro de 2010)
    MESMO ALVO EM VISTA
    Na tertúlia fadista,
    Queremos inovação,
    Cada fado uma conquista
    Sem esquecer a tradição.

    Fado pode ser um lema,
    Tristeza, amor, alegria,
    Tendo Lisboa por tema,
    Bairro Alto,Alfama,Mouraria.

    Família verdadeira,
    Com um passo de magia,
    Amor para a vida inteira
    Fadista,Musica, poesia.

    Vamos todos participar,
    Tendo o mesmo alvo em vista,
    Promover e aproximar,
    O Poeta e o Fadista.

    Carlos Cardoso Luís
    2010-09-11

    • Maria Trindade Noronha diz:

      Não posso deixar passar o comentário e os versos com que nos brindou o senhor Carlos Cardoso Luis.
      Eu não nasci em Lisboa, nasci numa terra que eu acho maravilhosa que se chama S. Martinho do Porto, até à minha adoloscência, vindo depois para Lisboa, de onde me ausentei durante dez anos, voltando novamente a esta cidade maravilhosa que é Lisboa.
      A minha ligação ao fado é apenas o prazer que sinto ao ouvi-lo, quando é bem cantado e com sentimento.
      Nos anos em que estive ausente de Portugal, quando ouvia alguém cantar um fado ou apenas o trinar das guitarras, sentia umas saudades terríveis deste nosso maravilhoso País, das nossas Gentes e do nosso Fado.
      Concorri, para colaborar neste evento, porque acho que não se devem deixar morrer as tradições – é pena que entre milhões de portugueses, apenas 14 pessoas tenham tido a coragem de escrever algo, para dar contribuição à continuidade do nosso fado com novas letras.
      Não sou propriamente uma poetisa, mas como gosto muito de brincar com as palavras, enviei algumas letras que não sei se agradarão a alguém, mas que foram feitas com muito carinho e ditadas pelo coração.

      MESMO ALVO EM VISTA:
      A minha memória contém;
      Uma veia bem bairrista
      Deste meu bairro, Belém.

      Onde vivi muito tempo
      De alegrias e enganos;
      Hoje já não, e lamento,
      Já passaram alguns anos.

      Mas Lisboa, tu és daquelas
      Cidades cheias de encantos;
      Teus bairros são aguarelas,
      Que brilham em todos os cantos!

      Os meus cordiais cumprimentos a todos os participantes e que vença o/a melhor.

      Maria Trindade Noronha

  2. Maria Trindade Noronha diz:

    Assisti à 3ª Eliminatória, embora não pudesse ficar até ao fim, por motivos pessoais.
    Cumprimento em primeiro lugar, os digníssimos elementos do júri.
    Louvo a coragem dos fadistas participantes, que deram o seu melhor; embora nervosos e alguns esquecidos das letras. Pelo que me apercebi eles, nem sequer ensaiaram com os guitarristas, apenas deram as dicas dos fados que iam cantar e do tom com que iriam ser cantá-los. Acho, que eu, não teria a mínima coragem sequer de abrir a boca para cantar – chamo a isto,” trabalhar sem rede”, e mais uma vez, louvo a coragem deles/delas.
    Daqui faço um apelo à senhora Ministra da Cultura, que dê uma mãozinha à Direcção do Museu do Fado, para que possa trabalhar melhor e desenvolver uma canção que é um ícone da nossa Nação e que não deve nunca morrer.
    Se ouvesse mais verbas para a cultura, ajudaria não só o Museu do Fado, mas também ajudaria em outras áreas, não menos importantes para a nossa comunidade.
    Mais uma vez, uma palavra de apreço para os concorrentes letristas e principalmente para os fadistas que trabalham em condições muito pouco confortáveis.
    Cumprimentos cordiais para a direcção e boa sorte para os melhores, fadistas e letristas.
    Maria Trindade Noronha

  3. Maria Trindade Noronha diz:

    Assisti à 3ª Eliminatória, embora não pudesse ficar até ao fim, por motivos pessoais.
    Cumprimento em primeiro lugar, os digníssimos elementos do júri.
    Louvo a coragem dos fadistas participantes, que deram o seu melhor; embora nervosos e alguns esquecidos das letras. Pelo que me apercebi eles, nem sequer ensaiaram com os guitarristas, apenas deram as dicas dos fados que iam cantar e do tom com que iriam ser cantá-los. Acho, que eu, não teria a mínima coragem sequer de abrir a boca para cantar – chamo a isto,” trabalhar sem rede”, e mais uma vez, louvo a coragem deles/delas.
    Daqui faço um apelo à senhora Ministra da Cultura, que dê uma mãozinha à Direcção do Museu do Fado, para que possa trabalhar melhor e desenvolver uma canção que é um ícone da nossa Nação e que não deve nunca morrer.
    Se ouvesse mais verbas para a cultura, ajudaria não só o Museu do Fado, mas também ajudaria em outras áreas, não menos importantes para a nossa comunidade.
    Mais uma vez, uma palavra de apreço para os concorrentes letristas e principalmente para os fadistas que trabalham em condições muito pouco confortáveis.
    Cumprimentos cordiais para a direcção e boa sorte para os melhores, fadistas e letristas.
    Maria Trindade Noronha

    Uma pequena nota: onde digo (ser) cantá-los, quero dizer: ” com que iriam cantá-los”. Elimino portanto, a palavra “ser”.
    Muito obrigada.

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