Notícia sobre o lançamento do Concurso – Museu do Fado – 20 de Maio 2010

Foi para um auditório cheio que a Associação Renovar a Mouraria (ARM) apresentou no passado dia 20 de Maio, no Museu do Fado (MF), o concurso “Há Fado na Mouraria – Prémio Maria Severa”, evento integrado nas Festas da Cidade e nos 75 anos da Fundação Inatel e que tem como principais parceiros o Museu do Fado, a EGEAC, o Teatro da Trindade/Inatel, a Rádio Amália, a Fundação Ricardo Espírito Santo, o bar Anos 60 e a Quinta dos Quatro Lagares – Turismo de Habitação.

“Revitalizar o circuito do fado no bairro que o viu nascer e estimular o aparecimento de novos fadistas e letristas, contribuindo para refrescar o repertório do Fado e o imaginário de Lisboa” foram os objectivos destacados por Inês Andrade, presidente da ARM. Ou não fosse “renovar” a palavra de ordem desta associação de amigos e moradores da Mouraria.

Daí que a única condição para participar no concurso, além da de ser fadista amador e maior de 16 anos, seja a inscrição de, pelo menos uma letra inédita (sendo três o número máximo de fados admitidos por concorrente). “Requisitos que tornam este concurso verdadeiramente original”, sublinhou José La Féria, lembrando a recorrência de um número limitado de temas no meio fadista e os efeitos perversos que pode ter para uma criança a participação num concurso deste género, como por exemplo a Grande Noite do Fado, que ajudou a organizar durante muitos anos. Também Armando Carvalhêda, realizador do programa de rádio Viva a Música!, elogiou a originalidade e importância da iniciativa da ARM, à qual a presença de José Manuel Osório enquanto consultor e presidente do Júri dá “garantias de qualidade e isenção”.

Para assegurar que nenhum talento fica de fora, seja o do fadista por falta de poema inédito, seja o do poeta por falta de afinação, a organização do Concurso criará um Banco de Letras que funcionará como arquivo de letras para o futuro. E porá em contacto uns e outros em várias tertúlias que irá organizar, no bar Anos 60 (Mouraria), entre Junho e Setembro, período em que decorrerão as inscrições.

Além dos prémios pecuniários de 1000€  (primeiro classificado), 500€ (segundo) e 250€ (terceiro), os 12 finalistas apurados para a Grande Final de Dezembro gravarão os seus fados num audiolivro a lançar em 2011.

Sem esquecer o Troféu Maria Severa, que os primeiros três classificados levarão para casa. Desenhado por Nuno Saraiva, que ontem se estreou como moderador de mesa, esta voluptuosa versão da mítica fadista da Mouraria (espécie de “óscar do Fado”) será esculpida em madeira e terá embutida uma voluta de guitarra portuguesa.

Mais um aliciante que o ilustrador resume na forma de uma pergunta: “Qual é o fadista que não gostaria de agarrar a Severa pela cintura?”.

Entre discursos, ouviu-se fado pela voz de Ruca Fernandes e de Andreia Lopes.

Museu do Fado e da Guitarra Portuguesa

Mesa da sessão: José La Féria, Armando Carvalhêda, Nuno Saraiva e Inês Andrade.

Apresentação pública do troféu "Maria Severa", da autoria do ilustrador Nuno Saraiva.

A fadista Andreia Lopes, madrinha da Associação Renovar a Mouraria.

O fadista Ruca Fernandes, padrinho da Associação Renovar a Mouraria.

O consultor e presidente dos Júris - José Manuel Osório

Convidados

Porto de Honra oferecido pelo Museu do Fado e da Guitarra Portuguesa.

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